Mulher

Nesse mês da mulher, melhor ouvi-las

(clique, abaixo, e ouça a crônica na voz da própria autora)

Mulher é bicho esquisito. Todo mês sangra. Um sexto sentido maior que a razão. Ritas, Marias, Sílvias, Ivetes, Saritas… São múltiplas, mas dondoca é mesmo uma espécie em extinção.

E, se todo dia ela faz tudo sempre igual, e levanta às seis horas da manhã, e sorri um sorriso pontual, é porque é guerreira.

Miram-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas. Mas vão além. Não apenas vivem ou sofrem por seus maridos, lutam ao lado deles, por um mundo melhor. A Carolina de hoje não deixa mais o tempo passar na janela.

São todas Marias cientes de que é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre. Ah! Mas também é preciso ter manha, é preciso ter graça e sonho sempre.

Sonho com um mundo melhor.

Por isso, amam tão intensamente seus filhos, seus homens, suas vidas. E, se não amassem tanto assim, talvez perdessem os sonhos dentro de si e vivessem na escuridão.

Em toda mulher há sempre uma linda menina, cheia de graça, que vem e que passa num doce balanço a caminho do mar. E quando ela passa, o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor.

Por isso, garotos não resistem aos seus mistérios. Garotos nunca dizem não. Garotos, sempre tão espertos, perto de uma mulher, são só garotos.

Feliz Dia das Mulheres!

( Verão,2015)

Foto: Isadora Neumann

Martha Aurélia Gonzalez publica, quinzenalmente, aos domingos.

 

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